O prazer de ouvir

26 06 2008

Torre de controle do Aeroporto de GuarulhosO site Máquinas Voadoras disponibiliza a escuta aérea das torres do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SBGR), de Congonhas (SBSP) e do Campo de Marte (SBMT). Além disso é possível acompanhar as comunicações no Centro de Controle de Área de Brasília (ACC), que fica no CINDACTA 1. A função do Centro é supervisionar o tráfego aéreo numa determinada região e servir com informações a todas as aeronaves que estejam na fase de vôo de cruzeiro.

 

Abra o link http://www.maquinasvoadoras.com.br/links.php e escolha uma das opções na parte de baixo da página. A mais interessante é a de Guarulhos, que fornece também a imagem do radar local, com as informações dos transponders. Cada imagem de avião vem acompanhada das informações de vôo fornecidas por este aparelho, como o prefixo, o modelo, a velocidade e altitude.

Exemplo: se aparecer na tela TAM3818 PR-MBH A320 FL065 163KT SBGR – SBBR trata-se de um avião da TAM, modelo Airbus A320, de prefixo PR-MBH. A aeronave voa, naquele instante, a 6.500 pés de altitude (1.981 metros), numa velocidade de 163 nós (pouco mais de 300 km/h). O vôo, de número 3818, saiu de Guarulhos (SBGR) com destino ao Aerporto Internacional de Brasília (SBBR). As siglas de cada aeroporto são definidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO).





Aviação para quem pode

24 06 2008

EMBRAER Legacy 600SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP - O blog Livre Decolagem visitou no último fim de semana a Expo Aero Brasil 2008, realizada pela primeira vez no centro da indústria aeronáutica brasileira, a cidade de São José dos Campos, a 91 km de São Paulo. 

A feira, que começou em 1997 e não aconteceu em 2007, sofreu várias mudanças nesta que foi sua 11ª edição. Conferimos apenas o terceiro dos quatro dias de evento, o sábado, e ficou claro que o alvo dos organizadores da EAB a partir de agora é o público com alto poder de compra. Os amantes da aviação sem alguns milhões de reais no bolso, porém, chiaram. 

A feira, que se intitula a maior do setor de aviação civil da América Latina e uma das dez maiores do mundo, já ocorreu em Sorocaba-SP e Araras-SP. Os preços de entrada variavam na casa dos dez reais. Desta vez, o ingresso subiu para 50 reais por dia. O estacionamento, 30 reais. E a idéia de atrair quem pode comprar se refletiu em mais aviões no pátio do que no céu.

Ponto positivo: com mais grana rolando no setor, mais aviões, economia aquecida, lógico. Participaram da feira empresas de combustíveis, peças, treinamentos, engenharia, motores, manutenção e até de pneus.  A proposta de incentivar a venda de aeronaves deve garantir bons lucros nos próximos meses aos cerca de 180 expositores.

Ponto negativo: aviação também é feita de paixão, de gente fascinada por ver máquinas voando. E a feira perdeu nisso: faltou barulho de motor. Um exemplo: prometeram a Esquadrilha Oi de acrobacia dias antes da abertura, mas não foi bem isso o que aconteceu. O que salvou foi a Esquadrilha da Fumaça no domingo. À exceção da Trip e seu ATR-72 com nova pintura, as empresas aéreas também não fizeram questão de marcar presença.

Cessna Stationair e Danilo Zanata aviônicos Garmin G1000 (Cessna Stationair)

 

Mas, vamos parar de reclamar. Visitar o CTA e avistar ao longe os hangares da EMBRAER, o terceiro maior fabricante de aviões do mundo, é de encher os olhos. Já dentro do pátio da feira, vários aviões experimentais. Livre Decolagem destaca o modelo P4, da Paradise, empresa com sede na Bahia. O monomotor tem concepção de cabine e design de painel bastante diferente dos concorrentes. Você vai conferir um pouco mais sobre ele nos próximos posts.

A TAM Jatos Executivos, representante da Cessna no Brasil, reservou bom espaço para dois clássicos: Grand Caravan e Stationair, ambos equipados com aviônicos Garmin G1000, que vamos detalhar mais para a frente também. Esteve lá ainda o Cessna 400, antigo Columbia, o monomotor a pistão mais rápido do mundo.

Imponentes, um modelo Legacy 600 e um 195, dois dos mais bem sucedidos jatos da EMBRAER, dividiam o espaço reservado para a empresa. O primeiro, conhecido do grande público, tinha bandeira e prefixos alemães. O segundo, que estava com pintura de fábrica, será o principal modelo da nova empresa aérea brasileira, a Azul, de David Neeleman. Um outro E-jet, o 190, com pintura da US Airways também fez duas rápidas demonstrações. Sem passagens baixas sobre a pista, no entanto.

CASA C-105A (FAB)Na área de aviação militar, o sábado não foi muito movimentado. Os caças F-5, AMX e SuperTucano da FAB que estavam no pátio não decolaram. Assim como um CASA C-105A, avião de carga da Força Aérea Brasileira. Entre os helicópteros, um Sikorsky/Agusta S-61 da Marinha, utilizado contra submarinos.

Quem esperava rasantes e rastros de fumaça no céu acabou decepcionado. Quem pretendia fazer negócio teve boas oportunidades. O público total registrado pelos organizadores da Expo Aero Brasil 2008, contudo, foi bem abaixo dos anos anteriores: dez mil pessoas. Em 2006, foram mais de 76 mil visitantes, enquanto em 2005 a EAB recebeu quase 90 mil fãs de aviação. Para 2009, a previsão é de que a feira continue em São José, mas que ocorra no mês de julho.

Glossário:

aviônicos - são os equipamentos eletrônicos a bordo de um avião; dispositivos que ajudam a pilotar ou navegar uma aeronave.

E-jets - jatos fabricados pela EMBRAER a partir de 1999 com capacidade entre 70 e 122 passageiros. Os modelos são o 170, o 175, o 190 e o 195.