Este blog não pretende fazer nenhum juízo de valor ou julgamento da atuação da Azul Linhas Aéreas nos bastidores da aviação brasileira. A empresa age, dentro da legalidade, do jeito que quiser. Contudo, a mais nova companhia aérea do País tem sido beneficiada nos últimos tempos por decisões e propostas da Agência Nacional de Aviação Civil.
Vejamos a Resolução 59, publicada pela ANAC no dia 5 de novembro do ano passado. A medida estabeleceu que o número de comissários de bordos passaria a ser correspondente ao número de saídas de emergência e ao nível do piso da aeronave, para permitir que, em caso de emergência, os passageiros escapassem com mais rapidez. Fato é: a norma diminuiu o número de comissários em alguns modelos, entre eles, o EMB 190, operado no País unicamente pela Azul. Menos comissários, menos gastos.
Outro ponto curioso, e que comentamos no post anterior, foi a consulta pública aberta pela ANAC para alterar a seção 121.545 do Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica (RBHA). A proposta era permitir que um piloto militar assumisse o lugar de co-piloto de um avião civil. Devido às críticas dos aeronautas, ou não, a agência suspendeu a consulta. Porém, a idéia era permitir que pilotos militares treinassem em aviões da Embraer, como os operados pela Azul, para depois pilotar os novos Sucatinhas do governo.
O fato mais recente, claro, foi a liberação de vôos a partir do aeroporto Santos Dumont. A Azul brigava desde sempre pela liberação das operações no aeroporto do Rio de Janeiro e agora conseguiu (e abriu uma polêmica com o governador Sérgio Cabral). Em fevereiro, o próprio presidente da companhia, Pedro Janot, afirmava que o objetivo era ter o controle do aeroporto nas mãos. E assim vai.