A construção da nova torre do aeroporto de Congonhas deve terminar em outubro deste ano, mas as operações só vão começar no início de 2012. O edifício terá 40 metros de altura, o equivalente a 9 andares, e a promessa é de que os controladores tenham mais visibilidade do pátio e das pistas.
Também haverá melhorias no conforto, já que o espaço vai aumentar de 7 metros para cerca de 12 metros de diâmetro. Quando a estrutura e a parte elétrica e de ar condicionado estiverem prontas, o prédio será entregue à Força Aérea Brasileira.
O órgão responsável pela instalação dos computadores e equipamentos será o Serviço Regional de Proteção ao Vôo, que coordena os pousos e decolagens. O chefe do SRPV garante que a construção da nova torre não significa que o número de operações no aeroporto vai aumentar.
“A torre atual atende à capacidade e a nova torre também atenderá. Ela é apenas uma melhoria. Eu tenho um prédio que é de 1948, com todos os seus problemas de infraestrutura normais e nós estamos adequando aos padrões internacionais”, explica o coronel César Augusto Tuna.
O professor de Transporte Aéreo e Aeroportos da Escola Politécnica da USP, Jorge Leal Medeiros considera necessário o investimento em uma nova torre. Na avaliação do especialista, ainda existem espaços no aeroporto de Congonhas que pode ser mais bem aproveitados.
“Há muitos anos atrás havia uma pista cruzada em Congonhas que passava exatamente ali nos hangares da VASP. Hoje, eu acho que seria impossível isso acontecer, mas é perfeitamente possível que aquela área possa ser expandida para ampliação da área de pátio, eventualmente terminais do aeroporto e estacionamentos”, comenta.
Iniciada em julho de 2009, a obra da nova torre de Congonhas vai custar 14 milhões e meio de reais, segundo a Infraero, estatal que administra os aeroportos do Brasil.
* Reportagem veiculada na Rádio Bandeirantes (www.radiobandeirantes.com.br)